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segunda-feira, 16 de julho de 2018

Anjo Sedutor - Capitulo XIV


Capitulo XIV


A pequena sala onde Klebio estava era escura e cheirava a mofo, o jovem detestava aquele tipo de serviço mas precisaria deles para que o seu próprio fosse concluído, observou a atendente que estava sentada em uma pequena mesa a sua frente, ela lia uma revista  enquanto mascava um chiclete, usava roupas claras e os cabelos eram coloridos, o óculos vermelho e pontudo dava m ar mais cômico apesar dos traços marcantes no rosto da mulher, ela parecia não estar muito interessada na conversa que seu patrão estava tendo na sala ao lado, enquanto isso Klebio não deixava de notar a gritaria.
- Seu imprestável, quanto tempo mais vou ter que aturar esse tipo de coisa?
- Desculpe senhor mas não tenho como evitar, seja lá quem estiver no comando deles é muito bom.
- Pois trate de resolver isso agora, meus negócios estão indo por água a baixo por causa desse tirano desgraçado.
- Sim senhor vou fazer o que puder. -Um rapaz pouco mais alto que Klebio saiu da sala ele não parecia estar muito contente , sua expressão demonstrava que a conversa não tinha tomado o rumo que ele gostaria.
- Pode entrar agora.- Falou a atendente sem tirar os olhos do artigo que estava lendo.
Klebio entrou na sala que era ainda menor que a anterior, haviam muitos livros amontoados no lado esquerdo enquanto do lado direito uma enorme prateleira cheia de comida tomava todo o espaço, no centro uma minuscula mesa com um notebook e uma figura gorda e desleixada sentada atras dela, muito diferente de como o jovem se recordava.
- Klebio Damas. - Disse o Homem com um enorme sorriso no rosto.- Sempre soube que um dia voltaria, só não sabia de que lado estaria.
- Serberus, nunca imaginei que você se aliaria a oposição.- O tom do Jovem não demonstrava nenhuma emoção.
- Não uso mais esse nome faz um bom tempo, agora sou conhecido como TK, não trabalho para a oposição, faço alguns trabalhos de vez enquanto com o beneficio de não ter a interferência deles nos meus negócios, já basta a corporação Davros na minha cola, enquanto a você trabalhando pra eles isso é novo.
- Não trabalho pra eles, estão me chantageando, não tenho escolha.
- Que cômico não, você sempre foge de ser usado e sempre acaba voltando pro mesmo lugar.
- Não importa, só preciso fazer o que eles querem logo, depois vou conseguir o que eu quero e sair desse lugar pra sempre.
- Você acha que vai ser tão fácil assim, não se iluda Klebio eles vão te usar até que você não sirva mais para seus propósitos, a oposição tentar parecer diferente da Corporação Dravos mas são como eles, não se importam com as pessoas nem dentro e muito menos fora desses muros.- Klebio sabia que TK estava certo, mas a verdade é que ele também não se importava com as pessoas ali ele só queria Jessica, ou talvez se importasse mas o medo de seu passado fosse muito maior, o jovem não sabia mais o que pensar sua mente era turbilhões de pensamentos.
- Não me interessa os planos deles, muito menos a índole, você sabe o que vim fazer aqui então me entregue o que eu preciso e pare de me fazer perder tempo.
- Se alguém poderia acabar com isso que estamos vivendo era você, só não imaginei que tivesse se tornado um covarde.
A ira de Klebio se acendeu por mais que o jovem reconhecesse seu fracasso ele não admitia que ninguém falasse em voz alta, avançou contra o enorme corpo a sua frente e o colocou contra a parede, encarou aqueles olhos cheio de medo e por mais que quisesse descontar toda sua raiva naquele momento se conteve.
- Todos nos tornamos versões piores de nos mesmos, olha só pra você, duvido que consiga ficar de pé dois minutos em um combate, de um guerreiro a um traficante qualquer.- Disse Klebio lamentando a decadência de seu antigo parceiro.
- Nosso esquadrão foi o melhor e tivemos nosso momento de gloria mas tudo acabou, e não estamos falando de mim e sim de você; Você era nossa esperança.
- Não sou mais, agora poupe me e me dê o que eu preciso.
O Homem gordo apontou para um envelope branco que estava caído ao chão devido a investida de Klebio, o jovem pegou o mesmo e seguiu para fora do estabelecimento, TK tinha razão em dizer que Klebio havia se tornado um covarde, e ele tentava lembrar onde tudo tinha começado, onde ele resolvera que não era suficiente para a missão ao qual tinha sido destinado, de algo ele tinha total certeza não chegava nem perto da sombra do que era e muito menos perto do que poderia ter se tornado.



terça-feira, 12 de junho de 2018

Anjo Sedutor - Capitulo XIII


Capitulo XIII


( Especial dia dos Namorados).

Duas semanas com os olhos vendados, Klebio sentia se inútil a que ponto se permitiu chegar e novamente as coisas que havia deixado no passado vinharam a tona, as lembranças que queria esquecer voltaram a fazer parte de quem ele era, sem ter o que fazer resolveu apenas esperar o que quer que a oposição estaria planejando para ele, sua maior distração era observar a enfermeira que havia conhecido depois do reencontro com seu antigo mentor, a garota havia chamado a atenção do jovem não por uma particularidade mas por ter grandes semelhanças com seu antigo amor, ao qual ele se recusava a ir atras afinal de contas ele quem tinha dado as costas para ela e para todos naquele lugar. Durante todo o percurso do hospital até a residencia da garota Klebio a seguia não como um perseguidor mas como um protetor, o que de certa forma foi bom para a garota, aquele dia tudo parecia estar mais intenso como um clima pesado no ar as pessoas estavam se estranhando não era de se estranhar pouco bondade havia sobrevivido o todas aquelas mudanças no mundo, ela seguia despreocupada por ruas desertas o que sempre acabava fazendo e sentiu que alguém a perseguia o vento frio soprou e o silêncio deixou tudo mais assustador, os passos se tornaram mais acelerados mas não impediu que o ataque acontecesse, a garota foi lançada na parede sendo imprensado por um corpo com o dobro de sua altura, olhos cheios de maldade encararam seu rosto amedrontado, o cheiro de álcool  e cigarro era muito forte, uma das mãos tapou a boca da garota a outras tocou em suas partes intimas, ela sabia o que iria acontecer não podia gritar e mesmo que alguém aparecesse não seria para ajuda la, as lagrimas desceram pelas bochechas vermelhas e ela gritou em seu interior clamou por ajuda, até que outra sombra rápida arrancou o agressor de cima dela, um rosto belo e cheio de luz sorriu para ela, a garota se recordou daqueles olhos não era a primeira vez que os estava vendo.
- Não se preocupe, nada vai acontecer com você.- Assegurou o Jovem.
- Seu fedelho desgraçado.- Dizia o agressor se levantando do chão.- Eu vou arrancar sua cabeça.
O jovem foi mais rápido, alcançando o pescoço do oponente que era muito mais alto do que ele, os gemidos do agressor que agora era a vitima se intensificaram  até que seu corpo despencou no chão enquanto a cabeça permanecia nas mãos do jovem, ele jogou o cranio ao lado do que havia restado do outro homem, suas mãos estavam cobertas de sangue e algumas partes de suas roupa também, ele se virou para a garota que permanecia imóvel observando aquela cena horrorizada.
- Não sinta medo, só faço esse tipo de coisa com quem merece. - Ela tirou os olhos do corpo e voltou a encarar o rosto do jovem, e conseguiu reconhece lo.
- Você!
- Trate isso como uma divida paga, você cuidou de mim no hospital eu cuido de você aqui fora.
A garota correu para o encontro do jovem e o abraçou embora estivesse morrendo de medo do que ele pudesse fazer com ela em seguida, estava aliviada por não ter sido violada naquele momento. Horas mais tarde depois de caminharem em um silencio fúnebre pararam diante do portão da casa da garota.
- É....- Parecia que um nó havia se formado na garganta da garota, o medo ainda não tinha sumido, apesar disso ela não enxergava maldade nos olhos dele, não como tinha enxergado no outro homem.
- Não me agradeça, apenas fiquei em segurança, e me fala seu nome.
- Andrea . - Por que sempre tem que começar com A pensou ele. Klebio virou as costas tentando esconder o sorriso, mas as pequenas mãos da garota o deteram.
- Posso saber o nome de meu anjo da guarda?
- Klebio.
Ele continuou seguindo seu caminho até por fim sumir na escuridão para longe dos olhos da garota, vagou pelas ruas do povoado durante horas sentindo o sangue em suas mãos ficando seco, até decidir por fim voltar par aonde estava dormindo um hotel qualquer que não precisava de muito dinheiro para hospedagem, quando chegou percebeu que a porta estava aberta, mas nem sinal de ter sido arrombada, acima da cama de solteiro um envelope marrom. " Chegou a hora" pensou com receio, se tivesse que fazer aquilo para ver Jessica novamente ele faria.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Anjo Sedutor - Capitulo XII


Capitulo XII


O som da água despencando nas pedras não era muito alto, mas naquele momento parecia ensurdecedor para Klebio o jovem balançou a cabeça algumas vezes toda vez que a lembrança surgia mas ela insistia em tomar forma através dos seus olhos e foi como se tudo acontecesse novamente.
Klebio seguia sua amante através das grutas que ela e o irmão haviam encontrado até parar diante de uma pequena cascata de água a parte de cima era aberta permitindo o vislumbre do céu que esboçava cores vivas na chamada aurora boreal coisa rara naqueles tempos mas por sorte o casal pode desfrutar daquela beleza.
- O que pensa que pensa que vai fazer? - Perguntou o jovem vendo que a garota tirava suas roupas.
- O que acha que vou fazer, dar um mergulho é claro.
- Temos que voltar para a mansão seu pai vai perceber nosso sumiço.
- Acho que é tarde demais pra se preocupar com isso, por que não para de ser careta e vem dar um mergulho comigo.
O jovem tentou desviar o olhar mas era impossível apesar de tudo ele ainda tinha uma parte humana, observou o corpo despido da garota antes que ela entrasse na água e não deixou de deseja la, Klebio nunca foi o tipo de cara que reprimia seus desejos pelo contrario sempre obedecia seu caprichos com urgência mas aquilo seria muito perigoso ela não era uma qualquer pelo contrario fazia parte de uma família muito poderosa.
- Vai ficar ai parado feito uma estatua, não chamei você pra ficar só me olhando, entra logo.
" Dane-se" Pensou o jovem tirando suas roupas ficando completamente nu, Klebio estremeceu ao sentir a temperatura da água molhando seu corpo ao se aproximar da garota foi logo envolvido pelos braços dela que aproximou seus corpos mais do que deveria, os lábios se encontraram sem demora até que o jovem se distanciou encarando os olhos cor de mel de sua amante.
- Tem certeza que quer fazer isso!
- Se não tivesse não estaria aqui.
Novamente os lábios estavam colados assim como os corpos em completa sintonia o desejo aumentava a cada toque, quando se depararam já estavam deitados sobre uma rocha completamente entregues um ao outro os batimentos cardíacos em completa sintonia e a respiração tão ofegante que ecoava através de toda a gruta onde estavam.

- Olá Irmão quanto tempo. - Uma voz feminina quebrou todo o clima daquela lembrança e Klebio se lembrou em que momento estava olhou para cima a parte aberta da gruta o céu escuro e sem estrela nada de aurora boreal,  poucos metros a sua frente a silhueta de uma mulher se formou mas não era quem ele imaginava. - Cristine. - Disse com espanto.
- Imaginava uma recepção mais calorosa, enfim recebi sua mensagem.
- Onde eles estão?
- Como descobriu tão rápido? - Perguntou ela com curiosidade pois não tinha deixado nenhuma pista.
- Foi um palpite mas acho que acertei na mosca, agora me diz onde eles estão.
- Aprendendo a se tornarem guerreiros, além disso que decepção imaginei que sendo treinados por você eles estariam mais evoluídos.
- Nunca tive a intenção de torna los uma arma, só queria protege los.- Concluiu o jovem.
- Pelo que parece não teve muito sucesso.
- Podemos deixar essas formalidades pra depois só preciso que me fale onde diabos estão meus amigos.
- Não me orgulho de ter feito isso. - A jovem se aproximou mais um pouco de Klebio. - Apenas fiz o que fui feita pra fazer obedecer ordens.- O jovem sabia que ela não estava mentindo apesar de tudo ele a conhecia bem.
- A quem exatamente, da ultima vez que nos vimos você servia o Clã Crane.
- Sim, antes de você me deixar para trás, eu os servia por causa de você. - Klebio sentiu o sentimento de culpa tomando seu peito mais uma vez, desejou se desculpar mas não faria naquele momento talvez em outra circunstancia.
- E agora?
- Sou aliada a oposição, e é lá que seus amigos estão.  - O jovem sentiu o corpo enrijecido, depois de tudo que fez para manter Jessica longe daquele lugar era exatamente lá que ela estava, mas por sorte eles não saberiam sobre quem era ela.
- Leve me até eles ,agora.
- Não posso fazer isso.
- Por que não? - A fúria se misturou com a impotência de não poder fazer nada, Klebio sabia que a base da oposição era um lugar desconhecido e impenetrável a menos que ele fosse um membro.
- Sigo ordens, apenas isso.
- Sou eu quem está pedindo, leve em consideração o que já vivemos.
- Você não me levou em consideração quando fugiu e me deixou para morrer, por sorte Angel estava lá.- Aquele nome fez o jovem estremecer. - Parece que não se esqueceu, um sorriso sarcástico surgiu no rosto de Cristine.
Klebio não queria que aquela conversa se aprofundasse não depois de escutar aquele nome, lidar com aquilo agora não.
- O que tenho que fazer? 
- Fique por perto, você vai receber uma lista, quando receber saberá o que fazer.
- Quanto tempo?
- Não vai demorar, não se preocupe com a garota.- Os olhos do rapaz demonstraram seu medo, então isso significa que eles sabiam quem Jessica era de verdade.
- Então ELES sabem?
- Por enquanto só eu e vou fazer o possível para permanecer assim vou cuidar dos dois por você, mesmo que não mereça vou provar com isso que diferente de você não viro as costas.
A jovem virou as costas desenrolando suas enormes asas em uma explosão de luzes douradas, levantou voo desaparecendo pela escuridão da noite, Klebio ficou lá perdido parada imaginando o quanto tinha sido fracassado em proteger Jessica e Cristiam.


ELES: Os lideres da Oposição.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Anjo Sedutor - Capitulo XI


Capitulo XI

Klebio estacionou a motocicleta na frente do bar e seguiu para a porta da frente parou por alguns segundos antes de entrar, observou a noite a lua estava cheia e o tempo frio e úmido, quando entrou o cheiro de cerveja invadiu suas narinas, prosseguiu ignorando a grande quantidade de inimigos ao seu redor, no balcão Carl servia bebida para um rapaz loiro de cabelo arrepiado, Klebio se sentou e esperou que seu antigo companheiro se aproximasse
-Sabia que voltaria irmão, que tal um pouco de Whisky. - Carl era sempre formidável.
-Preciso de informações.- Disse Klebio observando o movimento ao redor.
- Problemas no paraíso? - Zombou Carl.
- Meus amigos sumiram, e não deixaram se quer uma pista. - Carl sorriu. Klebio arqueou uma das sobrancelhas com olhar de suspeita. - Você e Lilith não tem nada haver com isso não é?
- Se tivesse sido eu já teria devolvido as cabeças em uma caixa enrolada em papel presente.- Lilith apareceu encostando se no balcão ao lado de Klebio. - Continua ingênuo como sempre.
- O que disse? - O jovem alterou a voz sedendo a provocação da ruiva.
- Você não sabe não é mesmo? - Lilith falava com aquele tom carregado de sarcasmo que definia sua personalidade.
- Seja mais específica, não tenho tempo nem paciência pros seus jogos.
- Sua alma gêmea, amor épico, ou sei lá o nome que você dá, aquela vadia nos amaldiçoou.
- Sobre o que estão falando?
- Depois que você fugiu com o rabo entre as pernas ela veio aqui certificar-se de que não iriamos atrás de você, e nos prendeu aqui com aquela magia de vaca dela.
- Ela nunca faria isso, ela acreditava na mudança de vocês. - Disse o jovem tentando convencer a si mesmo de que a conhecia melhor.
- A verdade e que você é fraco, e ela teve que se certificar de que não seríamos influencia pra você, por isso não passamos da porta pra fora. - Lilith tomou um gole de conhaque de uma vez, como um marido amargurado que encontra a mulher na cama com outro.- O pior de tudo e que aquela bruxa maldita ainda está por ai.
-Não a mencione dessa forma! - Klebio avançou para cima de Lilith ofendido pelo comentário mas foi detido pelo rapaz loiro .
- Nada de brigas aqui, a não ser que seja quarta-feira, e tenho certeza que não é.
Klebio se afastou encarando os olhos amarelos do outro garoto, um defeito constatou.
- Fica calmo vou ver o que posso fazer para ajuda lo, considerando uma divida que tenho com você irmão.- Carl sorriu com um olhar diabólico que era seu aspecto principal.
Klebio voltou para onde tudo havia começado, o local onde tinha visto os amigos pela ultima vez, algum tempo depois o garoto de cabelos arrepiados que se chamava Dave apareceu trazendo consigo uma criança, uma garota, ela possuía marcas nas mãos que Klebio conhecia bem.
- Uma médium, essa e a ideia de ajuda do Carl não posso acreditar.
- Não a subestime você não sabe do que ela é capaz. - Assentiu Dave.
- Tudo bem, vou dar uma chance até por que não tenho muita escolha.
A garotinha inclinou se e tocou o chão, caminhou entre os destroços da casa, algum tempo depois as íris de seus olhos se tornaram brancas e ela pareceu ver algo além do que os outros estavam vendo, ela se aproximou de Klebio e tocou nas marcas em seus braços.
- Você compreende o real motivo dessas marcas? - O jovem não respondeu por que não sabia como. - Sua amiga está segura, se preparando para o que vai acontecer, mas você precisa se preparar por que dessa vez você vai ter que escolher, vai parecer que você não pode mas só vai depender da sua vontade, você sabe onde encontrar mesmo que não queira aceitar .
Logo depois de dizer essas palavras os olhos da garotinha voltaram ao normal, Dave segurou em sua mão e partiu deixando Klebio sozinho. Ele entendia agora, talvez não as marcas que agora possuía em seu corpo, mas a escolha que teria que fazer, as lágrimas molharam seus rosto e ele chorou, como não chorava a muito tempo, depois de tanto tempo fugindo ele teria que fazer a escolha.

Defeito: É como são chamados os experimentos que por acaso não deram certo.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Anjo Sedutor - Capitulo X


Capitulo X

Cristine se afastou de Jessica e uma forte luz se desenrolou em suas costas aos poucos as enormes asas deixavam de ser uma simples tatuagem e criaram forma, enormes asas brancas com traços dourados, eram parecidas com as de Klebio com a diferença que exalavam luz ao invés de escuridão, a garota conteve o desejo de toca-las queria saber se eram parecidas com as de Klebio também ao toque, Cristine percebeu e se aproximou arqueando as asas para que Jessica pudesse tocar, a garota levantou as duas mãos sentiu como se tocasse em algodão a sensação era agradável mas não chegava nem perto do aveludado das asas de seu anjo.
-A sensação muda de acordo com cada pessoa, em um momento você pode sentir a macies do algodão, em outro a dureza de uma rocha.
Cristine afastou as asas da garota e as movimentou criando ondas de vento que se espalharam ao redor varrendo a nevoa que ainda estava  em uma parte do pátio, entregou uma adaga para Jessica, a garota logo reconheceu a arma, era de sua mãe as iniciais dela estavam cravadas na lamina.
-Me ataque, com tudo o que tem.
-Como, eu não posso fazer isso você não parece ameaça eu com certeza vou hesitar.
Novamente as asas de Cristine se desfizeram em uma explosão de cores cobrindo todo seu corpo, segundos depois sua aparência estava mudada, as asas não estavam mais lá os cabelos curtos e negros agora estavam cumpridos e vermelhos, seu rosto angelical agora parecia mais rude e mau humorado, o corpo magro e aparentemente frágil agora estava pesado e cheio de curvas.
- Melhor agora. - A voz também havia mudado estava mais grave e intimidadora.
De inicio a garota se sentiu amedrontada nunca tinha visto uma transformação daquelas, mas se lembrou do real motivo de estarem ali.
-Bem melhor.
Cristine gritou e correu na direção de Jessica que escapou da investida, mas logo foi surpreendida com outro ataque mais rápido que o anterior, caiu de costas sentindo a dor do impacto, sem muita demora se levantou e correu para o encontro da oponente, desviou o curso enganando Cristine  e passou por ela atacando pelas costas, mas Jessica não era rápida o suficiente, Cristine a surpreendeu virando rapidamente desferindo um soco contra o rosto da garota, Jessica caiu novamente envergonhada por não ter tido sucesso no ataque, ela sempre conseguia derrotar Klebio com aquele golpe, mas talvez ele tivesse pegando leve com ela coisa que Cristine não faria.

Klebio despertou assustado olhou ao redor estava em uma sala cheia de camas haviam também outras pessoas feridas cada uma recebendo atendimento individual, uma garota se aproximou dele colocando as mãos sobre sua testa , ela usava um vestido branco que cobria seus joelhos vestes de enfermeira deduziu ele , os cabelos estavam presos em um coque e uma pequena mecha caia sobre os olhos castanhos, o jovem sentiu um leve arrepio quando a garota tocou a segunda vez sua testa  medindo sua temperatura aquele rosto de alguma forma era familiar mas o jovem não conseguia se recordar de onde.

-Sua febre já passou você ficara bem!- Ela sorriu.
Klebio permaneceu imóvel encarando aquele rosto até que uma chama foi acessa em seu interior e ele se recordou, não era possível, aquilo deveria ser um sonho foi então que todas as coisas o redor começaram a perder o foco e o jovem se desesperou, cambaleou da cama caindo não chão, todos ao redor o encararam mas tudo que ele queria era sair dali, estava tão atordoado que não percebeu que estava nu, se arrastando pelos corredores daquele lugar estranho. A garota que tinha atendido ele o segurou e ele a encarou olhando novamente com atenção e percebeu que não era quem ele pensava, talvez fosse a febre ele estava imaginando coisas, sentiu se aliviado quando a garota o levou para um quarto individual, Klebio notou que a garota era mais magra e mais pálida do que a garota que ele pensava que era, seus olhos também eram maiores e escuros, a enfermeira colocou a bandeja de sopa sobre as pernas do jovem e estendeu a colher em direção a sua boca.
-Posso fazer isso sozinho!- Disse ele com frieza.
-Tudo bem!
-Como vim parar aqui? - Perguntou ele enquanto molhava um pedaço de pão na sopa.
-Trouxeram você, parece que te encontraram em um beco.- Klebio ficou confuso lembrava que havia desmaiado por causa da esfera de luz mas não estava em um beco e sim na casa que Cristiam tinha conseguido com os pescadores.- Você passou três dias com uma forte febre e ninguém veio visitá-lo. - Continuou a garota.
-Três dias?- Klebio logo se desesperou lembrando que Cristiam e Jessica estavam desaparecidos. - Preciso ir dizia ele tentando se levantar com bastante dificuldade devido as dores em seu corpo.
-É sobre a garota Jessica?
-Como você sabe?
- Você falou o nome dela enquanto dormia.
Klebio parou na frente da garota e a fitou por algum tempo ainda estava nu mas não parecia nem um pouco constrangido nem mesmo a garota estava provavelmente acostumada com aquele tipo de situação, apesar dela não ser quem ele pensava existia algo familiar nela, ele gostaria de ficar e tentar descobrir se aquela garota tinha relação com a pessoa de seu passado mas entendia que Jessica precisava dele, ela era sua responsabilidade pelo menos enquanto ele vivesse e também se lembrou de Cristiam que apesar de não ser tão próximo também era importante. Ele seguiu o caminho da porta passando pela garota que permaneceu parada sem olhar para trás, suas roupas estavam penduradas ao lado da porta ele as vestiu e saiu correndo pelos corredores do hospital somente com a motivação sem ter ideia alguma de onde começaria a procurar, encontraria Jessica e Cristiam, conseguiria manter sua sanidade naquele lugar onde seu passado o perseguia? Klebio não sabia as resposta, mas algo ele tinha certeza não desistiria de tentar.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Anjo sedutor - Capitulo IX


Capitulo IX

Aquela tecnologia era diferente de tudo que Jessica já tinha visto, mas apesar disso ela não se surpreendeu além do mais sua vida era uma grande aventura, mas o que não entrava em sua cabeça era por que apesar daquelas pessoas terem todo aquele conhecimento eles não fizessem nada para ajudar as pessoas mais humildes, aquele era o tipo de poder que podia mudar o mundo.
-Espera um pouco deixa eu ver se intendi direito, vocês são o que todos chamam de Rebeldes?
- É assim que nos chamam, mas o termo correto é oposição. - Explicou Cristine enquanto mostrava para Jessica todos os andares da base onde estavam.
- Acho que já intendi o que querem de mim, só não sei como vou convencer o Klebio a ajudar vocês, ele não vai querer fazer parte dessa batalha.
- Não esperávamos que ele quisesse por isso trouxemos você e seu amigo pra cá. - Jessica encarou Cristine com incredulidade.
- Então me manter em segurança não era o foco?
- Isso também, a corporação Davros provavelmente tentaria essa tática, fomos mais rápidos, acredite nós somos os mocinhos você está melhor conosco.
- Quero muito acreditar nisso, afinal de contas onde está meu amigo.
- Na infermaria acorreu um incidente.
- Incidente, posso ver ele.
- Sim, mas não fique preocupada não foi nada demais. - Afirmou Cristine vendo que o rosto de Jessica ficou tenso.
Depois de atravessar uma extensa ponte que ligava um prédio no outro, e subir em um elevador por sete andares , finalmente Jessica chegou ao que Cristine dizia ser a enfermaria, parecia mais um hospital do que uma enfermaria mas também levando em consideração a quantidade de pessoas que aquela base abrigava, em uma das salas do corredor estava Cristiam deitado em uma cama com uma das pernas enfaixadas até a coxa.
- O quer exatamente aconteceu com você? - pergunto Jessica.
- Meu orgulho está ferido não quero falar sobre isso. - Respondei Cristiam cruzando os braços.
- Não seja melodramático.
- Não estou brincando. - Jessica revirou os olhos, voltou o rosto para onde Cristine estava esperando que ela contasse.
- Seu amigo foi corajoso, tentou te defender mas acabou acertando a própria perna.- Jessica olhou para Cristiam incredula tentou controlar o que ia falar mas foi impossível.
- Que especie de idiota acerta a própria perna, há sim o Cristiam, como você pode fazer isso.
- Eu estava tentando te proteger.
- Atirando na própria perna. - Os dois começaram a discutir Jessica não acreditava que depois de tantos anos seu amigo ainda não soubesse usar uma arma.
Horas mais tarde Jessica observava a enorme cascata pensando nas ultimas horas, deveria confiar no que Cristine estava dizendo, ela nunca confiaria de verdade apesar que ela e Cristiam não pareciam estar correndo perigo ali porem sabia que as vezes as más intenções eram mascaradas por boas ações, Cristine foi ao seu encontro a encarando com aquele olhar que parecia saber o que ela estava pensando.
- Eu sei que é difícil de acreditar, e você está certa, mas me dê tempo pra te mostrar que o que fazemos é para o bem.
- Quando vou poder ver o Klebio?
- Não fique preocupada, na hora certa ele vai te encontrar, mas preciso que seja forte até isso acontecer, você pode fazer isso?
- É isso que tenho feito toda minha vida. - Jessica lembrou de seus pais sendo mortos na sua frente do sentimento de impotência, ela não podia fazer nada era apenas uma garota fraca e indefesa se toda aquela história fosse verdade ela não seria mais a impotente mas lutaria para proteger quem amava, se fosse mentira de qualquer forma Klebio precisaria de ajuda e ela estaria preparada. - Quando começo a treinar? - Cristine deu um leve sorriso satisfeita com a resposta final.

*Rebeldes : Grupo que luta contra o poder e os domínios da Corporação Davros

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Anjo Sedutor - Capitulo VIII


Capitulo VIII

Jessica esfregou os olhos como se de alguma forma isso a fizesse enxergar melhor, a garota não se lembrava como havia chegado ali tudo havia acontecido muito rápido, a única coisa que se recordava era uma explosão de luzes com diversas cores, olhou ao redor o quarto onde estava era bem decorado as paredes e moveis brancos, alguns quadros Renascentistas retratando crianças brincando,  tudo muito agradável apesar das circunstancias, a garota estava deitada sobre uma enorme e confortável cama coberta por pesados lenções turquesa, sentia o cheiro agradável de flores vindo do lado de fora a luz do sol e o som dos pássaros chegavam até ela através de uma janela decorada com mosaicos apesar disso Jessica estava distante em seus pensamentos tudo que passava na sua cabeça era Klebio, mas não pensava que ele tivesse alguma coisa haver com aquela mudança de ambiente. A porta se abriu e uma jovem que não parecia ser muito mais velha que Jessica entrou sorrindo, usava um vestido de renda branco que terminava em seus joelhos, os cabelos negros e ondulados quase não tapavam suas orelhas, apesar disso Jessica nunca vira alguém tão bonita antes.
- Bom dia, vejo que conseguiu descansar.
-Quem é você?- A jovem se sentou ao lado de Jessica com um olhar sereno. A garota permaneceu imóvel observando, ela tinha algo familiar ligado a sua beleza, a mesma sensação que Jessica sentia ao admirar Klebio, a garota continuou a observar a jovem e não pode deixar de notar traços dourados em uma parte despida de costas, desenhos que lembravam penas, iguais as de seu amigo.
-Me chamo Cristine, desculpe  ter pegado você de surpresa.
-Por que estou aqui?- Jessica foi direta.
-Por muitos motivos, mas o principal é mante lá em segurança.
-De que exatamente?- A garota sentiu medo mesmo não sabendo do que se tratava.
-Vem comigo!- Disse Cristine sem tirar o sorriso do rosto.
Jessica se levantou colocando as botas com pressa, logo após seguiu a jovem por um longo corredor com paredes e piso de mármore branco, passaram por um salão cheio de armaduras e artefatos que mais parecia um museu, não que Jessica já tivesse estado em algum, mas se recordava das imagens que via em seus livros de estudos que Klebio a obrigava a ler. Logo mais a frente havia um enorme pátio que estava coberto por uma fina nevoa, cada vez que a garota se aproximava e entrava dentro da nevoa mais ela se dissipava e as frestas de luz que invadiam todo o ambiente se estendiam até por fim estarem em uma parte do pátio completamente iluminada. Cristine se encostou no para peito que ficava no fim do pátio, Jessica se aproximou e ficou ao seu lado quando percebeu onde estavam ficou maravilhada, logo acima de suas cabeças uma enorme cascata despencava em direção a um  precipício que terminava em um tipo de redemoinho.
-Klebio precisa de ajuda.-  Falou Cristine com a mesma calma que demonstrara até ali.
-Ele .... o que houve com ele?- Jessica sentiu o estomago revirar só de imaginar Klebio em perigo.
-Não se preocupe ele está bem, mas em breve algo vai acontecer e ele vai precisar de ajuda.
O que Cristine estaria falando, Jessica sentiu se curiosa e quis saber mais a respeito, ela sabia que não deveria tentar conhecer o passado de Klebio ele mesmo tinha advertido ela a respeito mas as circunstâncias não permitiam que ela soubesse só o básico a garota reconhecia o quanto naqueles últimos dias o amigo andava diferente, algo o estava perturbando e não era só medo havia algo mais e se ela tivesse que ajuda ló deveria saber sobre tudo, e se Cristine tivesse as resposta ela não hesitaria em perguntar.
-A quanto tempo você o conhece?
-Desde sempre, desde o inicio de nossa existência.- Cristine sorriu como se alguma lembrança boa tivesse surgido em sua mente.- Ele é realmente maravilhoso, não como o resto de nós não sei como explicar mais seu brilho é diferente, a forma como ele enxerga a vida e como ....
-As coisas mais simples o cativam.- Completou Jessica mostrando que também o conhecia bem.
-Ele não era o tipo de pessoa que simplesmente seguia uma ordem, ele as questionava para ele todas as mortes que causava deveriam ser justificadas,  pra ter certeza de que estava agindo certo e não estava sendo manipulado e isso é o que o diferenciava,  ele sempre soube que estávamos sendo enganados e fez algo a respeito até que ele caiu.
-Caiu?
-O termo correto é exilado.
-Eu deveria entender? - De repente Jessica não quis mais saber do Passado de Klebio se por acaso aquilo mudasse a forma como ela o via era melhor deixar para trás, mas se aquilo fosse importante para que ela o ajudasse teria que saber mesmo não aceitando.
-Não agora, você vai ter tempo para entender depois!- A garota concordou aquelas poucas palavras bastaram para que ela pudesse entender que o passado de Klebio era algo que ela ainda não estava preparada para lidar.
-Mas o que devo fazer então?
-Não se preocupe, vou ajuda lá a se preparar, sei que Klebio tem treinado você mas acredito que não tem exercido todo seu potencial e é isso que vou ajudar você a fazer.